O Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (CODESUL) voltou a reunir-se mais uma vez nesta quinta-feira (2/7), em Florianópolis, para discutir os caminhos para a reestruturação da nova ferrovia Sul e definir oficialmente as possibilidades e estratégias para subsidiar os governadores dos quatro estados.
O governo federal anunciou o encerramento da atual concessão da Malha Sul inicialmente para fevereiro de 2027.
O encontro reuniu os secretários do CODESUL, secretários de Estado, representantes dos governos estaduais e das Procuradorias Gerais (PGEs), além do coordenador do Grupo de Trabalho Ferrovias do CODESUL (GT Ferrovias), Beto Martins.
“Os secretários presentes e representantes dos quatro governos que integram o CODESUL voltaram a reafirmar a visão conjunta do Conselho para o futuro da malha ferroviária da região, mesmo o Mato Grosso do Sul que não integra a malha ferroviária, seguirá o entendimento dos demais estados”, lembrou o coordenador do GT.
A secretária do CODESUL/SC e titular da pasta de Articulação Nacional de Santa Catarina, Vânia Franco, lembrou “que já foram feitas todas as tentativas de diálogo com o governo federal e até agora não houve nenhuma resposta. “Precisamos urgentemente de espaço e abertura para dialogar, essa é uma pauta estratégica para o CODESUL e para o desenvolvimento dos estados”, reafirmou.
Já a secretária do Rio Grande do Sul, Micheli Petry, fez questão de manifestar que considera um “desrespeito com o segundo maior produtor agrícola do sul do país que precisa do transporte ferroviário como instrumento de integração e desenvolvimento”.
Além do coordenador do GT, ainda participaram do encontro de forma presencial o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Ivan Amaral; o Procurador-geral do Estado (PGE/SC), Marcelo Mendes; o secretário de Logística e Transportes do Rio Grande do Sul, Clóvis Magalhães; o secretário da Infraestrutura e Logística do Paraná, André Gonçalves; o Diretor de Modais da SPAF, Lucas Ataliba; além das participações virtuais.
A princípio a ANTT agendou as audiências públicas para 16/07 em Brasília; 27/07 em Curitiba; 29/07 em Porto Alegre e 31/07 em Florianópolis.
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